
Fiquei surpreso e feliz quando soube que o piloto mais velho em atividade na F1, Rubens Barrichello (37) assinou por um ano com a equipe Williams. Não sou fã deste piloto, talvez esteja longe disso, porém jamais o julguei como um mau piloto e este novo contrato neste momento da sua carreira comprova isto. Rubinho é visto em todo país como o “pé de chinelo”, mas temos que por na cabeça que nem todo piloto será um ícone do automobilismo, que será um ídolo nacional e muito menos uma lenda. Nós brasileiros temos este defeito, pois tivemos ótimos pilotos em toda nossa história e um monstro chamado Ayrton Senna. Hoje jogamos toda nossa esperança em Felipe Massa e grande parte dos brasileiros o julga melhor que Rubens, será? Muitos esquecem que em seu primeiro ano de Ferrari ao lado de Michael Schumacher ele mal apareceu e que até então está batendo na trave se tratando de título, assim como acontecia com Rubens. Temos que valorizar os pilotos que temos mesmo sabendo que eles não são gênios e pararmos com a péssima mania que temos de compará-los com as lendas da F1, ambos são competitivos e como qualquer outro piloto atualmente dependem 100% do carro, basta resgatarmos as atuações de Fernando Alonso nos últimos dois anos, ele que é visto como o sucessor de Schumacher não tem feito nada além de brigar pelas posições intermediárias, isto porque seu carro é péssimo.
Torço para que os brasileiros continuem competitivos e que a Formula 1 no próximo ano continue desta forma, com diversos pilotos disputando o título e com algumas surpresas a cada corrida.
Rubinho bate contra o conceito brasileiro de sucesso. Um piloto com uma das carreiras mais longas da história da F-1 e que passou grande parte dessa carreira em grandes equipes, tendo conquistado o vice-campeonato da categoria, não pode ser menosprezado. Acredito que o próprio piloto é, em parte, responsável por essa depressiação de sua imagem, principalmente quando deixou que sua equipe o colocasse em situações constrangedoras para beneficiar o Schumacher. Mas como nesse país uma pessoa que nunca fez nada de sujo e mau para ninguém para chegar onde chegou, mas que não teve a felicidade de conquistar o título de campeão da F-1, deixa de ter valor no conceito popular. Se tivesse usado o tal "jeitinho brasileiro" em alguma ocasião, talvez seria dado maior valor a ele.
ResponderExcluirPenso da mesma forma, parabéns pelo comentário Lucas.
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